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BARES E CERVEJAS EM BRUXELAS – PARTE I 12 de Abril/2016



Em Novembro de 2015, depois de alguns longos meses planejando nossa primeira viagem cervejeira, eu e Jaciara (minha esposa, que odeia ser chamada de patroa), ambos ainda padawans no mundo do “líquido sagrado”, partimos rumo à Bélgica e Holanda. Pelo tempo que teríamos disponível (apenas nove dias), acredito que não poderíamos ter feito escolha melhor.

Nosso primeiro destino foi Bruxelas, capital da Bélgica (e também da União Européia) -  berço de uma das principais escolas cervejeiras do mundo. No roteiro, ainda passaríamos por Bruges e Amsterdã… Já viu que um post só não vai ser suficiente pra contar a história toda, né? 

Chegamos exatamente na semana em que toda a cidade estava em alerta máximo por conta da “caça” aos envolvidos no lamentável atentado terrorista na França. Metrô, escolas, museus e diversas atrações turísticas estavam fechadas. A vibração das ruas não era, nem de longe, um pouco do que eu havia lido nos meses que antecederam a viagem. Tentamos não nos abater… Mas não é fácil relaxar quando você vê soldados do exército, armados com fuzis, andando no corredor do seu hotel. Era impossível não se sensibilizar com o que todos estavam vivendo naquela ocasião. Ainda assim, dentro do bom senso, aproveitamos o máximo possível.

Quase ninguém nas ruas. Destaque para a pequena Jaci Padawan "botando a cara no sol"

Nessas horas o silêncio chegava a ser incômodo

 Utilizei o Booking e o Air BNB pra buscar nossa hospedagem. Optamos pelo Booking, por conta de uma “achado” chamado Motel One. Não se trata de um “motel”, como a gente conhece aqui no Brasil, mas de uma rede de “hotéis design econômicos”, nascida na Alemanha. A localização era muito boa (a menos de 01 Km da Grand Place - onde muita coisa boa acontece). A estrutura, nem se fala. Tudo novo, limpo e “chêroso”, com uma decoração bem moderna e uma equipe muito simpática e solícita.

Recepção do Hotel

 

"Mudernagem" por demais no espaço para o café da manhã

Bar do Hotel. Precisa mesmo comentar?

Deixei o melhor por último: o preço!

Comparado a um Ibis que fica perto da Grand Place, o Motel One foi 35% mais barato. Favor não espalhar. Vai que eles resolvem aumentar a tarifa...   

Voltando para nosso assunto principal… Saí de casa com uma lista básica de bares que pretendia visitar nos 04 dias que passaríamos em Bruxelas: Delirium Café, Au Bon Vieux Temps, Moeder Lambic, Poechenellekelder, A La Mort Subite, In ‘T Spinnekopke e Toone. Não conseguimos ir nos três últimos. No A La Morte Subite tentamos 02 vezes. Acredito que, por conta do nome, os proprietários optaram por seguir as solicitações do governo e não abrir o bar. Em relação ao Toone e ao In ‘T Spinnekopke, o tempo ficou curto, pois também fizemos o papel de “turistas tradicionais”. Não poderíamos deixar de visitar outras atrações, andar um pouco sem rumo e provar os também famosos chocolates, batatas fritas e waffles belgas.

Grand Place - um dos principais pontos turísticos de Bruxelas.

Mont des Arts - 10 dos maiores Museus e Galerias da cidade estão aqui 

#vaigordinho parte I

#vaigordinho parte II

 

#vaigordinho parte III - Você não faz ideia do que são as batatas fritas belgas.

#vaigordinho parte XVIII

Difícil manter o foco, né?

Mas vou tentar novamente. Afinal, o assunto é cerveja!

Ainda que você não seja “iniciado” no mundo da “cultura cervejeira”, tenha certeza de que as leveduras locais vão fermentar seu cérebro. A cerveja é quase onipresente. São muitos (muuuuuitos mesmo) bares, rótulos, copos, lojas, bolachas, pôsteres, bandejas e uma infinidade de outros “mimos” esperando pra preencher cada milímetro cúbico da sua mala.

E eu achando que ja tinha visto muita cerveja na vida...

de Bier Temple - o "tem de tudo" da cultura cervejeira  

Depois de uma rápida circulada pela Grand Place e seus arredores, notamos uma movimentação mais “efusiva” na entrada de um beco. Não deu outra: era o Delirium, que possui a maior carta de cervejas do mundo (são mais de 3.000 rótulos) e também é conhecido pelas “Cervejas do Elefante Rosa”.

Atravesse a porta azul e você nunca mais será o mesmo  

 O lugar é dividido em 03 andares e, pelo que entendi, cada um dos pisos recebe um nome diferente. No piso inferior, fica o “Delirium Cafe”, com uma atmosfera mais “densa” e escura, barris funcionando como mesas e teto coberto por bandejas de diversas cervejarias.

 Salão do Delirium Cafe 

Estas são servidas "apenas" no Cafe

Bar do Cafe

No piso intermediário, funciona o “Delirium Tap House”, com 27 torneiras conectadas e um espaço um pouco mais amplo, mas igualmente interessante. O terceiro andar estava fechado. Acho que eles chamam de Hoppy Loft e utilizam o lugar para eventos particulares. Confesso que não parei pra perguntar detalhes porque fiquei meio  “abestado” com tanta coisa pra explorar.

 

Só coisa phyna

Pode contar. São 27.

O lugar todo, independentemente de pisos ou nomes, é sensacional e vale ser visitado mais de uma vez. E foi exatamente o que fizemos. Abaixo, segue um “pouquinho” do que conseguimos provar:

 Troubadour Magma (Imperial IPA belga com 9%ABV e 50 IBU) e Brugge Tripel (Belgian Tripel com 8,7% ABV)

 Delirium Christmas "on tap", com 10%ABV (Belgian Strong Dark Ale produzida especialmente para o Natal)

Delirium Nocturnum (Belgian Dark Strong Ale, com 9% ABV)

Cornet Oaked (Belgian Strong Blond Ale envelhecida em Carvalho, com 8,5% ABV)

Pra começo de conversa, acho que tá bom, né?

Em breve, mando notícias sobre a continuidade deste post, com mais fotos e detalhes das cervas e bares que conhecemos por lá.

Ah! Aos interessados, aqui no Brasil já existem 03 bares da franquia “Delirium”. Dois deles no Rio de Janeiro (Ipanema e Barra da Tijuca) e um em São Paulo (Pinheiros).

Até breve. Saúde!



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