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BARES E CERVEJAS EM BRUXELAS – PARTE II 14 de Junho/2016



Pra completar o primeiro post sobre Bruxelas (leia aqui), vou contar um pouquinho sobre os outros bares que consegui visitar junto com minha esposa e padawan cervejeira.

Só pra contextualizar, não foi possível aproveitar tudo que a cidade oferecia por conta da caçada aos terroristas responsáveis pelo ataque ocorrido na França, em novembro de 2015. Metrô, escolas e muitas atrações turísticas estavam fechadas. O clima era realmente tenso… uma pena.

Mas como somos brasileiros e não desistimos nunca, além do Delirium Café (contei sobre ele lá no primeiro post), corremos atrás e conseguimos conhecer lugares muito interessantes.

Um deles, de nome quase impronunciável sem um aquecimento prévio da língua, foi o POECHENELLEKELDER, que fica perto da Grand Place, numa esquina bem ao lado do Maneken Pis.

O bar não é muito grande e possui uma decoração pra lá de interessante, cheia de bonecos e fantoches. Parece que você está participando de uma peça de suspense. Achei muito bacana.

Eu sei o que você bebeu no verão passado... 

Lembra duma série do Discovery Channel chamada "Acumuladores"?

Soube que eles são primos do Chucky - o brinquedo assassino.

Sobre as cervas: “Sorria! Você está em Bruxelas.” Tinha até um cardápio especial com cervas sazonais de Natal. Dá pra voltar uma dúzia de vezes: Lambics, Blondes, Brunes, Trapistas… tem pra todo gosto! Foi lá que provei minha primeira Lambic (minha reação no primeiro gole: “ô danada azeda!”).

Os "Papai Noel" pira! 

Poderia ser uma sorveteria. Daria pra provar um pouquinho de cada antes de decidir o que pedir. 

Cerveja de gente com o paladar evoluído... (o meu ainda tá no estágio "zigoto")

Ainda na busca por bares tradicionais, achamos um beeeeeem antigo, chamado Au Bon Vieux Temps. Se eu não me engano, ele existe desde 1695 e até hoje é frequentado muito mais por locais do que por turistas.

Mesmo com um mapa na mão, é fácil passar várias vezes sem perceber o acesso que leva ao bar (e que mais parece uma entrada pra outro mundo). Ande um pouquinho mais por um beco bastante apertado e… pronto: você está prestes a voltar no tempo. 

Achei o "portal" no susto. 

 

Passei de fase. Encontrei a entrada do templo. 

Móveis, paredes, vitrais e objetos de decoração que levam você pra um ambiente quase medieval. E pra coroar a visita, provamos a não menos especial Westvleteren XII (pra quem ainda não ouviu algo sobre esta cerva, trata-se da melhor cerveja do mundo, segundo muitos sites e especialistas do mundo cervejeiro). Tô devendo um post sobre a danada.

Deixe sua espada e sua armadura do lado de fora.

Os pacotes de Lays, ali no cantinho direito, servem pra você entender que não está na idade média.  

Sobe BG épico! WESTVLETEREN XII

De lá, demos uma “turistada” básica pelas ruas e ficamos andando pela região da Grand Place. Foi neste dia que entendi o quanto a cultura cervejeira faz parte do cotidiano belga. Independentemente do bar onde você escolha sentar (pequeno, grande, turístico, local, pé sujo, franquia etc.) sempre haverá uma cerva fantástica, na maioria das vezes servida impecavelmente no copo da própria cervejaria.

Esta foi servida num "Boteco de Esquina" onde paramos apenas para aliviar a pressão da bexiga. Só faltou tocar Reginaldo Rossi.   

Rango no Hard Rock Cafe, com cerva de verdade!

Ah!!! Não ache que só existem bares antigos. Entre algumas opções que planejamos, deu tempo de conhecer uma bem “muderninha”: o Moeder Lambic Fontainas. São vááááááárias torneiras com muita cerva boa. Os garçons entendem mesmo do riscado e, pacientemente, explicam todas as suas dúvidas em relação aos rótulos disponíveis. E pode acreditar: por mais familiarizado que você esteja com o mundo cervejeiro, ficar diante de tanta opção vai te deixar com muitas dúvidas cruéis…Por conta do frio, provamos algumas cervas bem encorpadas e ainda arriscamos uma tábua de queijos, com algumas opções bastante “pungentes” (pode trocar por “fedidas” mesmo). Vale muito a visita.

Só coisa phyna!

Wee Heavy Rhum: Scotch Ale da Canadense Le Castor, com 11%ABV envelhecida em Barris de RUM.

 

Zona Cesarini (American IPA italiana com 6,6% ABV e 90 IBU)

Sobre Bruxelas, fico por aqui apenas com uma certeza: eu precisaria de uns 15 anos morando lá pra conhecer uma parte do universo de uma das principais escolas cervejeiras do mundo. (Aceito patrocínio! Pode mandar sua proposta pelo contato lá na barra do menu.)

Em breve, publico mais histórias e informações sobre cervejas, bares e outros assuntos etílicos em Bruges e Amsterdã, cidades também visitadas nesta viagem.

Até breve e saúde!



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